Meu exemplo de pregador

O melhor sermão que já ouvi durou menos que um minuto. A lembrança daquele dia me acompanha a mais de dez anos. O dia em que um pregador, sem ambição alguma, com singelas palavras tocou minha alma. Infelizmente, não me lembro do nome dele, nem mesmo de seu rosto. Recordo-me que foi em um culto residencial. Talvez, o não lembrar-me, confirme melhor ainda seu papel de pregador. Pregar para Cristo ser lembrado e não a si mesmo.

Naquele dia fui atravessado por uma experiência que mudou minha vida e, continua mudando ainda hoje. Cada vez que sou chamado a pregar oro, e busco subir no púlpito como aquele pregador naquele dia: humilde e confiante em Deus. Peço ao Senhor para que minhas palavras sejam tão impactantes quanto às daquele homem. Que eu seja despretensioso e, não me importe com um resultado, todavia, simplesmente, de que a Palavra de Deus seja comunicada.

A Palavra pregada, naquela circunstância, ressoa a mais de uma década pelos cômodos do meu ser, não me deixando esquecer a verdade dita. Antes, a rememoração, a cada vez, parece reconfigurar meu sentido com respeito ao dito, como se sempre se repetisse, porém como algo novo; sempre; de novo. Uma verdade que não apenas diariamente é nova, mas me renova.


Espero nunca esquecer. Mesmo do pregador já tendo me esquecido. Um homem sem eloquência, sem retórica ou oratória, contudo com um grande sermão. No qual em menos que um minuto disse tudo que se precisava dizer, com todo o conteúdo que deveria ter. O conteúdo de uma vida entregue a satisfazer a quem o enviou. As singelas nobres palavras: “Jesus é muito bom! Ele me mudou e me fez ser o que ele quer que eu seja”.

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