Mulher: mais verbos e substantivos do que adjetivos

Nesse dia da mulher, talvez seja possível pensar nelas não apenas com aqueles adjetivos comuns que acabam por não demonstrar o que se quer relatar, mas de maneira que a identidade feminina seja apresentada. Cada mulher é qualificada não pelos adjetivos que lhes atribuímos – adjetivos geralmente são subjetivos –, mas sim pelos verbos e substantivos que as identificam, pois estes compreendem ação, estado e ser.

Não consigo pensar nas mulheres sem antes lembrar as que, de alguma maneira, me ajudaram e ajudam a construir o que estou sendo (mãe, esposa, irmã, amigas, professoras, colegas). Mas em especial, penso mulher, quando observo minha esposa Janaína e percebo traços que não consigo ver em nenhum outro ser que não seja mulher. Dessa forma, esse texto é sobre ela uma homenagem a toda mulher.

Certo é que nem todas as mulheres são tudo aquilo que afirmamos que todas sejam. Cada uma possui tanto algo em comum com todas as demais, como todas possuem suas particularidades. Cada mulher é um universo em si mesma, bem como todas formam o universo feminino.

Demonstrar a substância do que é o ser mulher é muito mais do que lhe atribuir adjetivos generalizadores que não conseguem alcançar a identidade que cada uma tem. As ações praticadas por cada mulher é o que demonstra que todas as mulheres podem ser, ter e fazer – mesmo quando nem todas agem como tal.

Portanto, algo que as mulheres sabem fazer bem é embelezar. Posso dizer que, embelezar é a arte de quem sabe amar. O amor que exala deste ser feminino tem o poder de mudar o ambiente em que se encontra; fortalecer e restabelecer alguém que já não mais consegue ver sentido no viver. Isso é possível à mulher, não por algo sobrenatural, mas pelo simples fato de ser o que se é.

A sensibilidade é uma marca no coração da mulher lutadora, que é capaz de se envolver com o sofrimento e o vencer com sabedoria.

Ao dedicar-se em algo, o faz por querer, mesmo que antes não era o que queria; transmite assim em suas ações poder; demonstrando que o impossível pode ser apenas algo que tentaram fazer acreditar que fosse verdade.

Encantar é o que uma mulher não precisa se esforçar para fazer, apenas precisa deixar transparecer o que está em seu coração. Porém, há muitas mulheres que deixaram perder pelo caminho, esquecendo suas qualidades. Não deixaram de ser mulher, todavia deixaram de viver e expressar como mulher – sentimentos escondidos; vontades ocultadas.

Há – e ainda bem! – mulheres que continuam a encantar; aquelas que se mostram – não as que se exibem –, mas as que revelam suas convicções interiores; que não dependem da imagem exterior para serem o que querem, mas da essência interior de ser mulher.

Mais do que poder dizer a uma mulher que ela é bonita (o que a levará a questionar “o quanto?” e “mais do que quem?”); é poder observar e reconhecer o que ela é em cada momento e o que pode fazer com o que é; ser mulher.

Parabéns!

Paulo Eduardo

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